Falar, falar, falar... Sabe Deus, eu hei de ser feliz é o que me diz a previsão que passa no jornal Mas sabe lá, se eu devo acreditar na locução, pois tenho medo de que haja intervenção comercial É que eu não acredito na imparcialidade, na veracidade de tudo que dizem, que falam estar certo e me sôa tão falso. Sabe cara, eu tento acreditar mas é difícil, não que eu não seja assim feliz. Mas veja bem, não é tão fácil assim de competir, tem mto. desumano travestido de querubim É que eu não mais suporto a imparcialidade, a falsidade em cima do muro, pra tudo aquilo que chamam amor. Eu quero ter a lisura, eu quero a cultura, eu quero saber Mesmo custando tão caro, sentir-se tão raro, quase demodê. Não busco a felicidade, pois ela eu ja tenho aqui dentro de mim. Me basta é ter a coragem e aceitar o princípio e moldar-me pro fim. Por onde guiar o olhar que não encherga mais? Dai-me luz ó deus do tempo? Não, não não, dessa vez é muito mais complicado, dessa vez os olhos enchergam. Um dia o sábio em silêncio ouvia o tagarela falar, este o fazia com tamanho alvoroço que muitos o ouviam e lhe davam razão, o sábio ao lado pensou, é exatamente isso que busca o tagarela, sua razão, como ainda não a encontrou espera que os outros a demonstre... pobre tagarela que irá falar, falar, falar até calar a voz e, nunca, por mais que digam concordar, ele terá a paz de sua razão pois tolo é em buscá-la fora dele... mas quão especial será quando o tagarela perder a voz, este entrará em terrível depressão pois tudo aquilo que sempre fez, sua oratória, sua demagogia... Seus ouvintes não mais poderão ajudá-lo a encontrar sua sabedoria. Então o tagarela sem perceber abrirá espaço pra sua descoberta e quando menos esperar, ao invéz de falar como antes, irá pensar, assim fazendo irá entender o quão precioso foi perder a voz e acima de qualquer coisa o quão importante é tagarelar. É uma pena, o sábio poderia mto. bem dizer ao tagarela: "- Pare de falar, pense, guarde seu silêncio e então encontrará sua sabedoria" mas como fará isso se o sábio um dia perdeu sua voz de tanto tagarelar?!?!?! Ninguém pode decidir por nós, ninguém pode resolver por nós, nada que falo talvéz tenha relevância para os outros, mas me perdoem... eu preciso falar, falar, falar, até conseguir calar-me... pois sou apenar um tagarela que luta pelo silêncio e pela sabedoria. Estejam com Deus e obrigado pela visita!!!

Escrito por Fred Maran às 03h28
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Um banho de paz
Hoje eu tomei chuva... hoje quase lavei a alma, foi banho de gato em água fria, fui fio descascado em tomada inativa, fui palhaço de circo com arquibancada vazia, eu ri sozinho, ao som do zaluzejo eu descobri um segredo, à voz do Anitelli eu sonhei mais um dia, feito fogueira de São João que se acende agora, é brasa outrora, no outro quem sabe??? Estou cansado da roda, da lâmpada, do asfalto, da web, de tudo que ontem não havia, um ontem que eu não conheci, talvez mais amargo que aqui, mas que ao menos parece, no canto, na prece, no sonho que desce ao subir a subida, que o pleonasmo na verdade ancorado, fadado a estar errado, antes mesmo de existir. Sob a brisa da cachoeira, na terra sob os pés, no lago ao lado, na folha que cai, no canto do pássaro, no pulo do gato, no latido do cão, no orvalho na grama, na nuvem escura que encobre o sol, eu vejo mais beleza, mto. mais realeza que na plebe rotina que o dinheiro nos obriga a seguir, que sufoca o canto, que as vezes em pranto sucumbi a vontade de um dia ser livre; e voar pelos ares pra na terra plantar a semente emergente da verdade descente que de um home ciente deveria luzir Ainda falta aprender a ouvir o silêncio, ainda falta aprender a pregar o silêncio, pra parar de falar sobre a mais profunda pedra do mar, por não, de fato, sobre minha verdade dizer. Ainda sonho em poder dizer o que penso, ainda sonho em poder fazer o que penso, ainda ando pelas mesmas ruas, ainda sangro a mesma ferida e no picadeiro da vida ainda me apresento pra mim, só pra mim, sem público, sem aplausos, sem euforia, pois acredito que um dia a vontade que tenho, que transborda meu peito, que me faz respirar e amar o amor o triunfo alcançará. São frases tortas, com a gramatica incorreta; talvéz até ilógica, com vírgulas no lugar dos pontos, com acento em palavras que estão em pé, são vivências minhas que talvéz não interesse a ninguem, mas como eu disse, faço meu espetáculo pra mim. E se aparento contraditório, pouco importa, eu sei qual o fim. Mas como diria Anitelli: "Mas quando alguém te disser ta errado ou errada Que não vai S na cebola e não vai S em feliz Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz" E mais uma vez, olho pra frente... vejo a estrada com um horizonte longe, cheio de medos e só me resta a certeza de acreditar que é necessário seguir!!! Estejam todos com Deus e vivamos dias melhores por cada um de nós!!!

Escrito por Fred Maran às 13h13
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Eu sou músico.
Eu sou músico...
É... isso msm, eu sou músico...
Não pq eu conheço as 7 notas músicais e seus acidentes... Não pq eu sei que da escala natural surgiu os modos gregos (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio e Lócrio) e que da 6ª (Relativa menor) sugiram as menóres: natural, harmônica e melódica. Não pq eu conheço as Claves (Sol, Fá e Dó) as figuras (Semibreve, Mínima, Semínima, Colcheia, Semicolcheia, Fuza, Semifuza, Quartifuza...), Quiálteras... etc...
É, eu sou músico, isso msm eu sou músico.
Não pq eu sei o que é um campo harmônico, uma cadência, o que é o ritmo, a harmonia e a melodia... não pq eu sei pra que serve os acordes com funções tonais, dominantes ou sub-dominantes...
É, eu sou músico, isso msm eu sou músico.
Mas não por causa de nada disso que acima escrevi... pq isso se le, se dedica e se aprende...
EU SOU MÚSICO, PQ AS NOTAS EU OUÇO COM O CORAÇÃO, AS LETRAS SÃO ABSORVIDAS PELO MEU CÉREBRO E NÃO PELA MINHA "BUNDA", PQ NOS SHOWS EU TENTO VER A ALMA DO ARTISTA, NÃO A FACE...
SIM EU SOU MÚSICO, PQ EU ACREDITO NO PODER DA ARTE, NO VALOR DO SENTIMENTO, NA ÉTICA DE CADA NOTA QUE SÔA. EU NÃO SOU A MÚSICA, SOU INSTRUMENTO DELA. EU SOU MÚSICO, NÃO PELO DINHEIRO (que se faz necessário pra nossa vivência) MAS PELA PAZ DE ESPÍRITO QUE ISSO ME DÁ. EU SOU MÚSICO PELAS NOITES EM CLARO, PELO ASFALTO DEVORADO, PELO OLHAR DO PÚBLICO E PELA CULTURA.
É, eu sou um ser-humano... cheio de erros, de falhas, de fraquezas, de anceios, de virtudes, de preguiça, de entusiasmo, de amor e de sonhos... mas acima de qualquer coisa, inegávelmente, só quem sente sabe O QUE É SER MÚSICO!!! Essa é uma pequena homenagem que faço a todos os amigos músicos... todos aqueles com quem tive o prazer imensurável de dividir o palco... em especial a todos aqueles que aprenderam a sentir a música dessa forma simples, bela e verdadeira, a música que faz rir, chorar, sentir, amar... ... pois, este pobre coitado que vos fala tem a total certeza de Sócrates ("Só sei que nada sei"), mas mesmo assim baseado no seu não saber acredita que somente o coração, o cérebro, a arte e a cultura, unidos, terão o poder de fazer do amanhã um hoje melhor!!! Obrigado pela visita, estejam todos com Deus!!! Abraço!!! Fred Maran. 
Escrito por Fred Maran às 21h01
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A bola de neve.
O assunto do momento, onde quer que eu vá ouço falar, vejo, leio, sobre a "fúria" incontrolável da Influenza A (H1N1) que vem consternando a população mundial... começou no México, EUA, Canadá, se tornou notícia para o mundo e posteriormente, infelizmente, se tornou realidade para o mundo. Hoje vários países estão em estado de alerta, com a população preocupada com as vítimas do novo vírus; na TV é possível assistir a qualquer momentos notícias sobre a evolução do problema, na internet não é diferente, não ha um site que trate de entretenimento que não tenha la um link pra você se manter informado, nas ruas eu cheguei a ver pessoas usando mascaras, eu mesmo, amedrontado quando soube que a cidade onde moro, Londrina-PR, tinha registrado o primeiro caso, fui preocupado à farmacia para comprar logo umas três ou quatro mascaras pra garantir a minha segurança, mesmo não sabendo sobre a real importância da mascara e se quer se ela era realmente importante. Hoje o Brasil amarmanhecerá com números nada otimistas de, até então, 56 mortes confirmadas pelo jornal O GLOBO, são várias famílias que choram a dor da perda de um ente querido, e tantas outras vivendo o drama e o medo da epidemia. Além daqueles que respiram aliviados a recuperação segura da experiência, nada agradável, pela qual passaram. Apesar de parecer, eu não estou aqui pra falar desse mal que realmente é o assunto do momento como disse no ínicio; é que me ocorreu ao ler um e-mail que trata de outra forma a Influenza A (H1N1) como o ser humano é dotado da incrível capacidade de cegar-se, como a grande maioria da população se porta como parasitas da informação sugando somente aquilo que está ali a sua frente, conquistado sem o menor esforço e despreocupado com a veracidade dos fatos. É fantástico como somos capazes de falar com eloquencia sobre a ponta do iceberg, esquecendo o quão grande ele certamente é imerso no mar, inclusive esse podre "redator" que vos direciona essas palavras, quantas vezes falei de assuntos cheios de palavras vazias. Onde será que eu quero chegar com isso? São 04:33 minutos da madrugada de quarta-feira, dia 29 de julho de 2009, uma noite fria de um inverno robusto, a grande maioria das pessoas estão em suas casas, agasalhadas, guardadas, seguras, protegidas, merecidamente, se preparando para o dia que vai nascer, eu aqui estou, sentado, expressando essas palavras que surgem como um grande interrogação em minha cabeça. Nesse momento eu fico pensando nas crianças que morrem diariamente por fome, maus tratos, violência, doenças por falta de cuidados, por falta de higiêne, por falta de condição de viver, quantos adultos estão passando frio, estão passando fome, estão acordados em desespero por que não sabem onde irão conseguir o sustento de sua família no dia de amanhã, quantos idosos vivem o amargo de terem visto tantas coisas e agora vivem o despreso, a indiferença e tem as mãos atadas. E nós o que fazemos, criticamos o presidente? Os senadores? Os Deputados? Prefeitos? Vereadores? Quem os elegeu? Você sabe qual a função de cada um deles? E a sua função, você cumpre? Em meio a tantos problemas é muito mais fácil cegar-se e se preocupar com a "guipe suína", seis meses atrás estavamos preocupados com a crise econômica mundial, a anos atrás estavamos preocupados com a "gripe do frango" e no ano que vem vamos estar preocupados com quem? Com o quê? Eu posso estar parecendo um rebelde sem causa, alguém que quer fazer sensacionalismo sobre a dor dos outros, mas na verdade o que eu quero é chamar a atenção pra um problema muito maior que a Influenza A (H1N1), eu quero chamar atenção pra um problema que chamo de bola de neve. A bola de neve mata muito mais que qualquer doença. Seus principais sintomas são: falta de cultura, falta de caráter, falta de honestidade, falta de zelo, falta de justiça, falta de lisura, falta de fé, falta de respeito, falta de força, entre tantas outras, mas principalmente a falta de amor ao próximo. Muitos homens estão infectados pela bola de neve; aliás o homem a criou com sua inveja, com sua maldade, com sua estupida capacidade de cegar-se e no decorrer de milhares de anos ela foi se tornando a pior doença que existe, e ela esta alojada no coração de cada um de nós em diferentes proporções e se exterioriza de acordo com o quanto infectada a pessoa foi no decorrer de sua vida. Então deixemos todos nós de ser hipócritas ao temer somente um virús e tenhamos medo, acima de qualquer coisa, do virús mais cruel do mundo, o Homo sapien; pois como disse Rousseau, e eu acredito, o homem nasce bom e a sociedade o corrompe, tornando-o lobo de sí mesmo como afirmou Tomaz Hobbes.
Somente o amor, a cultura e a justiça são capazes de, se não curar, ao menos amenizar a dor do mundo. Acima de qualquer coisa, minhas sinceras condolências a todos aqueles que sofreram, não só com a influenza A (H1N1), mas também com qualquer outra doença ou problema social. Muito obrigado por terem lido até aqui, estejam com Deus. Fred Maran.

Escrito por Fred Maran às 05h23
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Evolução? O nascimento da música, a musicalização, a banalização da músicalidade e a musicalização da banalidade.
Perguntando a um amigo, estudante, sobre como a psicologia encara o efeito que a música tem sobre o ser-humano; ele me respondeu: "-Depende da abordágem ciêntifica, mas diria que são estímulos sonoros que condicionam e eliciam respostas emocionais e determinados comportamentos. Tendo letra, traduz um comportamênto verbal como tipo de comunicação de tribos". Concordei plenamente e apesar disso logo me questionei a respeito de quais seriam essas alterações fisiológicas, e, para, elucidar minhas dúvidas recorri a história para tentar entender melhor como e porque tão influente são algumas músicas na vida das pessoas, principalmente pra mim que além de músico, sou um apaixonado por essa arte tão abrangente, e decidi então dividir com os leitores as "descobertas", ao menos para mim, das quais desfrutei. O indício de início relativo ao assunto música esta ligado a evolução cultural dos povos e essa "história da música" era tratada até poucos anos atrás, levando em consideração a idade cientifica da existência do homem no planeta Terra, como a história da música erudita européia; que tem realmente nomes importantes como Ludwing Van Beethoven, alemão que deixou seu legado na transição entre o classicismoo e o romantismo. Johann Sebastian Bach, alemão, eximio intrumentista e compositor do período Barroco. Wolfgang Amadeus Mozart, austríaco representante do período clássico. Entre tantos outros nomes. Mas quando me refiro ao início, procuro o começo, o pré-música, o coito dos deuses e o conceber do filho do ventre de Euterpe, musa grega da música. As artes rupestres (forma artística com a qual nossos ascendentes, "homens das cavernas" encontraram para, atravéz de desenhos nas paredas das cavernas, nos deixar suas experiências vividas) mostram talvéz o que seria o mais remoto relato do homem cantando, dançando e tocando instrumentos; é impossível precisar se a música vocal surgiu antes ou depois das batidas com bastôes ou as percussões corporais, porém acredita-se na seguinte evolução: - Batidas com bastões e percussões corporais. - Gritos imitando sons da natureza. - Desenvolvimento do controle da altura, intensidade e tímbre da voz. - Criação dos primeiros instrumentos e da linguagem cantada. Sendo assim, me faço crer que o homem sem perceber, somente sentiu, de forma intuitiva o que seria a evolução. Reservo-me aqui ao direito de, talvez inconsequetemente, tentar colocar sem qualquer embasamento científico de que, para o homem, a música surgiu ou quando ele percorria seu trajeto diário e no meio do caminho havendo uma pedra e com seus pés descalços deu um chute que lhe arrancou a tampa do dedo e com um sentimento de dor gigantesco ele emitiu um som tão alto e expressivo que todos os outros, companheiros ao seu redor, entenderam perfeitamente o quanto aquele som expressava perfeitamente a sua dor; ou quando após árdua luta contra sua presa ele tenha deferido golpe fatal que lhe deu não só a vitória como a garantia de seu sustento e de seus pares e em um ato de euforia ele tenha emtido um som que fez com que todos os outros entendessem sua felicidade; ou quem sabe no momento em que sua parceira o tenha trocado por outro homem de sua tribo e ele em um momento de grande tristesa tenha chorado e emitido um som que tenha feito com que todos sentissem também a sua angustia. Se essa terceira possíbilidade fosse possível nos dias de hoje, quantos não reinventariam a música? Brincadeiras a parte o que, de fato, eu quero dizer é que a música nada mais é do que uma forma de exteriorizar os seus sentimentos e assim tem sido desde os primórdios, nas cavernas, nas tribos, nas civilizações antigas, nos jardins suspensos, na Grécia ou em Roma, no Egito, na velha nova Europa, até que a música cruzou o oceâno Atlântico e veio difundir com a música e a cultura dos primitívos da nossa querida Mãe gentil. Esse, não só na minha opinião é um marco na história da música: o surgimento da música Latíno Americana, que é vasta e rica. Por isso reservarei-me a falar sobre parte dela, a parte que nos interessa, a nossa parte, a parte de nossos pais, de nosso avós, de todos os galhos, folhas e troncos de nossa árvore genealógica. Vamos falar de Música Brasileira! Os primeiros relatos a respeito da música genuínamente brasileira são por volta do século XVIII, não há muitos fatos importantes anteriores a esta data e se fossemos relatar a respeito teriamos com certeza lacunas nas história exceto a existência dos padres Jesuítas. E ao meu ver, culturalmente falando, a musicalização dos índios nativos ao mesmo tempo em que era positiva pelo fato de dar a eles águas de novas fontes, era uma forma de fazê-los esquecer sua cultura anterior, apesar claro da fusão que isso proporcionaria, não fosse pelo fato da imposição do aprendizado da nova cultura. Posteirormente surgiu a primeira notável frente cultural brasileira, tendo como um de seus principais representantes o Padre José Maurício Nunes que surpreendeu pelo fato de seu tamanho conhecimento devido a sua etnia, de descendência negra e de sua origem pobre, mesmo com esses que com certeza eram grandes impecílios pra época, ele foi talvéz a estrela maior do Classicismo brasileiro. Depois surgiu o Romantismo de Francisco Manuel da Silva, compositor da música, maravilhosa, que é o Hino Nacional Brasileiro e de grandes óperas nacionais; o Nacinalismo de Heitor Villa Lobos que teve sua ascenção na Semana da Arte Moderna de 1922 onde o ja citado Villa Lobos se apresentou. Acima relatei sobre o início da música do Brasil, música essa clássica por natureza, representante influênciada pela escola européia; Posterior a isso, não menos importante, somente obedecendo uma ordem cronológica, veio a música Popular, já notóriamente influênciada pelos ritimos africanos ricos em percussões e energia. Primeiramente veio a Modinha, posteriormente o choro que é uma mistura "abrasileirada" da valsa, da polca, da salsa e ritimos africanos, e ,senão o maior e mais conhecido, um dos, o Samba, derivado de um ritimo africano chamado umbigada que teve bastante importância no cenário nacional devido ao fato de ele ter feito a cultura do morro descer a ladeira e entrar nos lares mais tradicionais da cidade do Rio de Janeiro, aproximadamente no final da década de 20 e início da década de 30, representado por nomes como Noel Rosa e Cartola. Anos mais tarde a música brasileira ganhou mais força com o surgimento de mais algumas vertentes como a Bossa Nova do maestro Tom Jobim; quem nunca ouviu os versor "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é essa a menina que vem e que passa no doce balanço a caminho do mar" representado por uma música mais técnica com influências do samba, do jazz e com harmonias e melodias mais apuradas. A Tropicalia de Caetano Veloso, Gilberto Gil entre outros, seus cabelos contra o vento, suas letras que com alto teor político que lhe renderam o amor da juventude que lutava contra a ditadura e anos de exílio nas terra em que os passaros não gorjeiam como aqui. E a Jovem Guarda de Erasmo e Roberto, o rei, que trazia o rock americano e inglês, sem a rebeldia, sem a ousadia, mas com bastante romantismo e ingenuidade que fez a cabeça e a noite dos jovens da época com seus topetes "style", seus jeans e suas jaquetinhas de couro. Posteriormente um sábio teve a idéia de dar a tudo isso o nome de M.P.B. (Música Popular Brasileira). Nos anos 80 houve o rock rebelde de bandas como a Legião de Renato Russo, os Paralamas do vitorioso Herbert, o peso dos Titãs a crítica sarcastica do Ultraje, o requinte do Barão que ia do rock de Frejat as baladas de Cazuza, entre tantos outros gênios compositores da década. Até aqui me reservei a dizer sobre a evolução a qual dei nome a matéria, até aqui houve musicalização. Agora vou falar sobre a banalização da musicalidade e da musicalização da banalidade. Salvo excessões que ainda hoje lutam contra a falta de informação, o jornalismo preguiçoso, a falta de ética, a falta de cultura, a falta de gosto, a falta de zelo, a falta de uso, o assassinato à lingua portuguesa, a falta de repreensão ao erro. A música que eu considero a mais rica do mundo esta colocando ao lado de jóias raras como Tom Jobim, Villa Lobos, Chico Buarque, artistas, sabe-se lá se devem ser chamados de artistas ou charlatões que ao contrário dos citados acima buscam a fama e o dinheiro e esquecem que o dinheiro e a fama foram até os grandes, os grandes não precisaram ir até elas. Nos últimos anos eu assisti quieto a banalização da musicalidade, pessoas se dedicando a uma música pobre, sem valor, sem ética e sem escrúpulos, mas agora basta! Ao meu ver este é o momento mais crítico de todos, afinal não mais estão usando a música a toa, e sim estão falando bobagem atraves dessa linda arte que eu tanto respeito, amo e admiro, sem se preocuparem com a influência que isso causa sobre o jovem, com o desuso do bom gosto, da ética, da técnica, da musicalidade, da honestidade, do prazer verdadeiro, do amor verdadeiro. Deixo assim, respeitando opiniões contrárias, a minha mágoa e minha injúria, lembrando que acredito e vejo em todas as vertentes da música atual pessoas honestas lutando pela musica com essência. A todas essas pessoas que, como eu, sonham com um mundo e uma música melhor, o meu obrigado! Talvéz se hoje Ludwing Van Beethoven fosse brasileiro e por volta de seus 24 anos descobrisse, como realmente aconteceu, que estivesse ficando surdo e nunca mais poderia ouvir música ele nem se sentiria tão mal.

Escrito por Fred Maran às 08h01
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Uma tentativa de manifestação cultural.
Olá! Primeiramente gostaria de me apresentar; me chamo João Frederico (Fred), brasileiro, paulista residente no estado do Paraná, músico apaixonado por arte e cultura. Sempre tive o hábito de escrever, as vezes coisas sem sentido, outras com um sentido que só eu conhecia, outras com sentido; desde criança fui assim, rabiscando as últimas folhas do cardeno da escola, as vezes desenhando também, sempre querendo exteriorizar algo que desde tão cedo vazava pelo impulso, hora pela alegria, hora pela dor, hora por falta do que fazer. Assim cresci, e cresceu também a paixão por escrever, a paixão pela música e pela arte em geral. Depois, pela pressão implícita existente na sociedade e em mim mesmo, frustrei-me na tentativa do diploma pra pendurar na parede ao cursar pela metade os cursos de Direito e de Filosofia... Hoje sou Músico, autodidata, feliz com minha profissão porém não muito com o correr das águas (O rio ja não busca o mesmo mar, a margem ja não tem os mesmos "cílios" e a água já não é tão pura... mas a fonte continua limpa onde sonho saciar-me). Pretendo aqui falar sobre coisas que ao meu cérebro e meu coração parecem ser relevantes: Artes em geral, Filosofia, Espostes, etc... quero dividir o que penso com quem quiser saber e serei muito feliz se um dia esse blog se transformar num ponto de encontro de pessoas que vivem a busca e a frustração incessante pelo saber e pelo crescer. Estarei sempre pronto para críticas construtivas, estarei sempre em busca de informações relevantes (ao menos para mim), quero falar sobre trabalho, quero falar sobre a vida, sobre um bom filme, sobre um bom livro, uma boa música, um belo local, quero falar poesia mas também quero falar prosa, quero explodir, vomitar, declamar, orar, agradecer, calar... quero ser verbo, quero ser ação, quero dividir tudo isso as vezes em primeira pessoa, outras não... não vou me privar em dizer... mas quero que saibam que respeitarei manifestações contrárias desde que sejam feitas em bom tom e sempre, ou quase sempre, terminarei o que será dito da mesma forma. Aqui acaba a inspiração, ou a falta dela, por isso recolho as poucas palavras que me restam pra que elas não sejam jogadas pra fora sem que tenham como remetente ou minha mente ou meu peito.
Escrito por Fred Maran às 07h42
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